quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

My skin and bones

Tudo dói. Minha pele, meus ossos. Minha carne. Mas acima disso tudo, meu coração dói. Eu sinto que tenho morrido um pouco mais a cada dia que passo longe de você.
Vale tudo no amor e na guerra? Não me lembro dos meus momentos de guerra. Ou talvez, a atual situação seja a própria guerra, onde luto contra algum princípio que tenho, contra minha consciência e contra todos os que não me querem com você. Quem sabe não seja uma guerra contra você mesmo? Oh, talvez sim. Porque se você não me quer ao seu lado, estou empenhada também contra você. E no amor... Bom, nunca pensei que realmente valesse tudo no amor. Mas o que eu tenho feito contraria tudo a que eu estava resoluta. Você, e só você, tem me virado a cabeça, me tirado do sério. Por causa de você eu não me preocupo mais com o que pode me acontecer, desde que eu possa estar com você. Por causa do meu amor por você eu não tenho mais os planos que um dia fiz. Meu plano principal é estar com você; os outros planos derivam deste.
Eu pensava que não, mas talvez possam julgar-me egoísta sim. Eu digo que minha maior preocupação é a sua felicidade; que tudo que te desagrada, me desagrada; que os meus maiores problemas têm sido os seus problemas. Mas no fundo eu sei que não me preocupo apenas com sua felicidade. Eu sei que não suportarei vê-lo feliz se sua felicidade não for ao meu lado. Eu morreria. E eu tenho morrido por causa da incerteza, por não saber o que se passa em sua mente e em seu coração.
O que me mantém viva, o que me dá alguma força para acordar todos os dias é a esperança de que em um futuro não muito distante você me dará a oportunidade de ser sua, de fazê-lo feliz, de amá-lo. É a esperança de que um dia você me ame.
Mas o que eu farei se esse futuro não passar de uma ilusão? Oh, a morte seria preferível.
Eu tentei evitar... Tentei não me deixar levar pelos seus carinhos, pela sua atenção. No fundo eu sabia que envolver-me mais uma vez com você não seria saudável para mim. E de fato não tem sido. Eu penso em você todos os dias, todas as horas, todos os minutos e, quem sabe, todos os segundo.
Você se tornou a minha vida. E se você não me quiser, não terei como ver sentido em minha existência. Não posso viver sem minha vida. Não posso viver sem minha alma.
Eu te amo tanto... E você sabe que eu te amo. Você sabe que eu daria todo o meu sangue por você. Eu simplesmente te amo de todo o meu coração, de toda a minha alma, com todas as minhas forças. Eu te amo.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Decepções fazem parte

Estou aproveitando que minha internt está uma maravilha e estou baixando todos os seriados que me chamam a atenção.
Aí, no meio desses, baixei uma adaptação de Orgulho e Preconceito, da minha amada Jane Austen.
OH, que filme terrível! Que coisinha mais decepcionante, vergonhosa! Como podem dizer que é uma adaptação de Orgulho e Preconceito? Nossa!, nem de longe; nem querendo!
Um Bingley pra lá de tapado. Muito burrinho, lerdinho, tosquinho.
Sei lá.. tudo muito estranho. Uma adaptaçãozinha (se é que se pode chamar de adaptação) muito nada a ver e muito mal feita, se quer saber a minha opnião.
A Jane era bonitinha, mas a Lizzy era mais bonita. E mesmo assim não era lá essas coisas. Que corpitcho mais estranho, dona moça! Sou mais minhas gordurinhas em excesso.
E aquele Wickham? Nuss, cada vez que penso no filme fico mais chateada. Não só por ter perdido meu tempo assistindo, mas principalmente porque o tempo que levou pra baixar essa porcaria, teria conseguido baixar uns dois episódios que algo que realmente valesse à pena.
Pra não dizer que tudo foi extremamente ruim, vamos salvar umas quatro musiquinhas que eram interessantes, umas cinco cenas aceitáveis e o Orlando Sei-lá-das-quantas. Ele era até bonitinho!
Mas mesmo assim, quando você analisa o conjunto do filme percebe que é uma palhaçada. Sinceramente, não há outra forma de entender esse filme senão como uma palhaçada. Muita idiotice pra somente 1 hora e 40 minutos. Principalmente porque pela sinopse você espera algo totalmente diferente.
Não merece NUNCA a descrição de "adaptação da obra de Jane Austen".

Fiquei muito chateada. Porque imagine só, tinha acabado de ver O Morro dos Ventos Uivantes, estava naquele clima super culto e aí me vem uma coisa dessas. Vou deletar do computador pra compensar minha chateação.

bjsbjs :*

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

O Morro dos Ventos Uivantes

Estou assistindo o seriado O morro dos ventos uivantes que foi lançado esse ano. Bom, não sei se é adequado para a situação em que me encontro. Estou muito sensível, muito abalada pelos meus sentimentos com relação a Iuri. Não sei o que pensar e não sei se confio nos meus pensamentos..
É muito confuso, de fato, mas não posso evitar a confusão, a aflição.. Sinto uma vontade constante e insaciável de chorar, de gritar, de morrer. Ou de ir pra Bonfim vê-lo. Não posso chorar, porque não quero que minha mãe veja ou saiba do que se passa. Também não posso ir pra Bonfim.. E nem sei se devo. Tenho medo de parecer fácil, insegura, carente. E de fato sou insegura e carente. E desconfiada.
Oh, eu o amo! Eu o amo muito! Não quero de maneira alguma perdê-lo.. Quero ser eu a escolhida para fazê-lo feliz; quero que ele me ame com todo o seu ser.

Mas enfim, vamos fazer aquele velho quadro comparativo que não posso evitar fazer quando vejo qualquer coisa que tenha ao menos uma pitada de romance.
Eu iria deixar para comentar sobre o seriado quando terminasse de assistir, mas ainda restam uns 40 minutos e minha ansiedade não me permitiu esperar mais.
Heathcliff.. Será que sou em parte como ele? Não sou cruel. Pelo menos não ainda. Mas o amor que ele sente.. bom, esse eu sei que posso sentir.
Não sei se me comparo a Cathy de alguma maneira.. Mas de todos os personagens é com ela que menos me identifico.
Isabella é, de fato, com quem eu mais me identifiquei no momento.
Pobre coitada, se apaixona por Heathcliff e sabe que nunca poderá ter o amor dele, mas não desiste. Tenta, tenta. Faz de um tudo. Abandona tudo que possui para ceder aos caprichos dele. Desisti, inclusive, da sua pureza para tentar conquistar Heathcliff. Ela chega a acreditar quando ele diz que tentaria amá-la.
Até que ele admite que não a ama, que sente repulsa por ela. Então ela sabe o motivo pelo qual ele não consegue amá-la: Cathy. Mas mesmo assim ela quer ouvir da boca dele.

Me pergunto se é isso que está acontecendo comigo; se Iuri não me ama e está apenas me enganando. Ou talvez ele não seja tão maldoso e cruel quanto Heathcliff e esteja de fato tentando me amar, tentando esquecer a "Cathy". E se ele está tentando, será que vai conseguir? Será que eu serei capaz de conquistar o coração do meu amado? Ou será que terei de ouvir um dia as palavras que me remeterão ao Morro dos Ventos Uivantes?

"- Embora possa não parecer ser o caso, eu tentei nesses últimos 4 meses, me fazer te amar. Mas eu não consigo.
- O que impede que isso aconteça?
- Acho que você sabe.
- Mesmo assim.. Gostaria de ouvi-lo dizer o nome dela."

Pode parecer vergonhoso, mas não me sinto de modo alguma envergonhada de me sentir parecida com Isabella. Acho bonita a maneira como ela o ama mesmo sabendo que ele não a ama e nem pode amá-la.

Mas então, rs, eu me pergunto se há algo de errado comigo. Agora, agora mesmo, digitando essa postagem, lembrei que não é a primeira vez que comparo minha vida amorosa a livros.
Há pouco mais de um ano comecei a namorar com Pedro e então conheci a série Crepúsculo. E embora seja difícil admitir, eu sei que em algum momento eu me esforcei para que nossa história fosse como a do livro. E inclusive nosso fim foi como em Lua Nova. Bom, pelo menos até a parte em que ele me deixou e que eu saí correndo pelas ruas vazias e úmidas da chuva.
Rsrs, não posso evitar sorrir de mim mesma nesse momento. Só pode ser loucura mesmo.

Espero que dessa vez eu não tenha procurado uma situação como a de O Morro dos Ventos Uivantes. E eu nem lembrava do livro, se quer saber! Ontem consegui baixar, hoje comecei a assistir e então associei à minha atual situação.
Deus me livre de ter um final como o de Isabella. Coitada!

É, vou ver um filmezinho light ali com parte da família e depois venho ver o que resta do Morro.

Oh, Deus me livre mesmo de uma tragédia como aquela!

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Enfim, os livros



Isso aê! Finalmente criei coragem pra postar as fotos e os nomes dos meus amados livrinhos que ganhei de presente de aniversário. 
Bom, vamos lá:

  •  Alta fidelidade - Nick Hornby
  •  Uma longa Queda - Nick Hornby
  •  Um grande garoto - Nick Hornby
  •  O advogado do diabo - Morris West
  •  A dama das amêndoas - Marina Fiorato
  •  Como água para chocolate - Laura Esquivel
  •  Noturno - Guillermo Del Toro e Chuk Hogan
  •  Má companhia - Jack Higgins
  •  Tópicos especiais em física das calamidades - Marisha Pessl
  •  Indícios incriminadores - Sheldon Siegel
  •  Marcada - P.C. Cast e Kristin Cast
  •  Traída - P.C. Casta e Kristin Cast
  •  Trilogia força sigma - James Rollins
  •  Resistência - Agnes Humbert
  •  O dom - Nikita Lalwani
  •  A felicidade - Lluis-Anton Baulenas
  •  Coleção As brumas de Avalon - Marion Zimmer Bradley

É isso, não vejo a hora de poder lê-los todinhos, todinhos!
Mas.. sou mesmo insaciável! HAHAHA
Fui juntanto dois reais aqui, cinco acolá, uma moedinha e nisso, quando fui ver tinha uma boa dinheirama. O que fiz com ela? Adivinhem! Comprei mais livros! Hehehe.
Não tirei foto deles e nem vou tirar porque a preguiça não permite. Mas o nome deles não vai ser problema, né?

  • Sorte ou azar - Meg Cabot
  • Desculpa se te chamo de amor - Federico Moccia
  • O beijo - Danielle Steel
  • Os delírios de consumo de Beck Bloom - Sophie Kinsella
  • Stonehenge - Bernard Cornwell
  • A abadia de Northanger - Jane Austen

Eu andava muito chateada com a Saraiva, porque eles nunca aceitavam meu cartão. Mas devo admitir que dessa vez eles me conquistaram. Os preços estavam incríveis! Desse livros todos, o mais caro custou 20 reais. E eles ainda me deram um desconto de 10% na minha próxima compra. É, não tenho mais do que reclamar.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Quanto tempo..

Indo pelo meu exagero.. NOSSA!, quase um mês que não posto nada por aqui. Mas nem é tanto exagero.. fazia mesmo muito tempo. E eu senti falta todo o tempo, mas, sei lá, faltou coragem de vir aqui falar algo.
A verdade é que ando meio ocupada demais com meus pensamentos, com minha vida social , que melhorou um pouco da última postagem pra cá.
Nesse meio tempo muitas pessoas vieram me pedir desculpas por terem se afastado de mim e também por terem dado ouvidos àquelas meninas que queriam me prejudicar. 
ma amiga de minha mãe mandou que eu jogasse meus livros de Harry Potter fora e disse que era pra eu me consagrar a Deus.
Fui pra um encontro de adolescentes da igreja e revi amigos que não via há muitos, muitos meses. E resolvi mudar. E me arrependi de não ter estudado o ano inteiro.
É tudo tão consfuso.. sei lá!
Faltam 12 dias pro meu primeiro vestibular de verdade. E eu estou completamente desesperada! Até voltei a estudar, inclusive vou daqui a pouco.
E lembram daquele meu desespero pelo fim do ano letivo? Bom, passou rápido! Rsrs. Quinta passada foi o encerramento. Nada de formatura.. Foi um sarau literário e uma confraternização pra marcar o fim, né? Bom, mesmo as coisas tendo mudado bastante, em momento nenhum hesitei em querer que o ano terminasse logo. E é bom olhar pra trás e dizer: Uh, CABOU! 
Mas eu vou sentir falta dos professores de física, de química, de história geral e do Brasil, de gramática. E de alguns amigos. Porque mesmo sabendo que não vamos ficar tão afastados, é estranha a perspectiva de que não os verei mais todo santo dia na escola.
Bom, de resto, tô mais é feliz mesmo! Ansiosa pelo que virá agora, por esta nova e tão desconhecida etapa.
E um resultado da minha decisão pela mudança apareceu. No sarau, eu e uma amiga iríamos recitar poemas entre uma apresentação e outra. Acontece que eu sou, digo, ERA muito tímida. Pensei que ia travar, que ia faltar a voz, ou sei lá o que. Mas não, enfrentei numa boa, recitei poemas sozinha, andando pelo meio da platéia, e achei legal! Nem tremi!
Pois é, falei em mudanças, mas não espedifiquei.
É isso, depois que a amiga de minha mãe veio me colocar em estado de pavor - na verdade, depois que o pavor passou -  eu percebi que minha vida estava mesmo muito errada. Eu não lia mais a bíblia, não orava, blasfemava contra Deus, dizia que ia pro inferno mesmo e daí?, lia histórias homossexuais.. E eu parei e pensei: Meu Deus, o que eu estou fazendo com minha vida? Se essa mulher veio dizer isso pra mim, não foi do nada.
E entendi isso como um sinal de Deus, como que Ele estava querendo me mostrar o caminho que eu estava escolhendo seguir.
Então optei pela mudança. Estou deixando de lado o ceticismo, a timidez, a perversão. Estou lendo a bíblia e orando muito. Estou buscando a Deus. E estou muito feliz com isso.
Os amigos que eu não via há tanto tempo me fizeram perceber que eu não sou uma pessoa ruim. Eu me toquei que apesar de tudo de ruim que algumas pessoas estavam falando de mim, existem pessoas que me amam muito, que me dão muito valor e que fazem questão da minha presença e prezam pelo meu bem estar.
Acontece que esse reencontro me trouxe de volta um velho amor.. Iuri.
Há mais de 2 anos nós nos envolvemos, mas foi tão estranho. Eu era apaixonada por ele, mas ficar com ele foi estranho, foi uma desilusão. Hoje eu penso que ele veio ficar comigo mais por questão de oportunidade, que ele não estava mesmo afim.
E depois daquela vez, nunca mais. Eu até pensava nele às vezes, mas não queria me envolver novamente. Até dia 6, 7 e 8.
Ele me tratou tão bem. E nós passávamos horas e horas conversando, como bons amigos, sobre tudo. E eu queria ficar com ele, oh!, como queria. Mas a gente ficou naquela.. Quem nos via perguntava se éramos namorados até! rsrs Houve um dia em que saímos com uma galera pra uma lanchonete e ele puxou cadeira pra mim, como naqueles filmes antigos e românticos. Foi um perfeito cavalheiro.
Me levou até o ponto de ônibus, e quando perdi o ônibus ficou conversando comigo até a hora do próximo ônibus, quando foi me levar novamente. E então o ônibus só passava na rodoviária. Mas ele foi até lá comigo, carregando minha bagagem.
Se eu algum dia gostei dele, não é nada comparado ao que eu gosto hoje. Mas eu estou insegura agora que ele está na cidade dele e eu na minha. Nós conversamos e tudo o mais, mas me pergunto se ainda existe algum interesse da parte dele. E se existe, que tipo de interesse? Não nego, quero namorar sério, quero estar com ele de verdade.

E está aí outra coisa que tenho que deixar: a ansiedade.
Tenho orado por nós dois, pra que Deus faça a vontade dele. Mas quero muito que tal vontade seja nós dois juntos, namorando, haha. Vou tentar relaxar e aguardar.
E.. Vou estudar! Se eu não passar nesse vestibular e no ENEM, com certeza piro. Principalmente por saber que a culpa foi unicamente minha, porque não estudei nadica de nada o ano todo. Vou correr atrás do prejuízo.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

A mensagem atual de velhos heróis


A maioria dos estudiosos e pesquisadores, como os diversos biógrafos do Che, confirma a motivação ética que o movia e a generosidade com a qual quis conquistar para todos os seres humanos um mundo mais igualitário. Um mínimo de honestidade histórica e de lucidez política exige que não julguemos ações da década de 60 como se a conjuntura internacional e latino-americana fossem as mesmas de hoje. Uma encíclica do papa Paulo VI, em 1967, retomava a antiga convicção teológica cristã de que "em casos de tirania prolongada e evidente que ofenda gravemente os direitos fundamentais da pessoa humana e prejudique o bem comum do país, as pessoas têm o direito moral da insurreição revolucionária para derrubá-la" (Populorum Progressio 31). Foi o que, na década de 60, muitos jovens fizeram. Na América Latina, muitas pessoas de profunda vida espiritual, e mesmo pastores evangélicos e padres católicos como Camilo Torres, na Colômbia, se engajaram em grupos que lutavam contra as ditaduras políticas e o modelo econômico assassino de tantos pobres. Ernesto Guevara renunciou ao conforto de sua vida ambientada na classe média argentina e a promissora profissão de médico para se consagrar de corpo e alma à libertação social e política dos povos do mundo. Atualmente, a maioria dos que trabalham para transformar o mundo não aceita mais a luta armada como método justo nem válido para alcançar a libertação. Entretanto, quase ninguém põe em dúvida a grande humanidade do Che e a mensagem moral que ele nos deixa para prosseguirmos o caminho da transformação.

Há poucos anos, no filme "Diários de motocicleta", Walter Salles emocionava as platéias com o relato cinematográfico da viagem que, aos 23 anos, Ernesto Guevara fez de moto, com Alberto Gramado, por grande parte da América do Sul. Naquele tempo, já aparecia clara a sua sensibilidade de justiça e sua opção por estar do lado dos mais fracos e marginalizados. Na época, ele ainda não tinha recebido o apelido carinhoso de "Che". Até hoje, na Argentina e em regiões do Rio Grande do Sul, os homens intercalam no diálogo a expressão "che", como forma de envolver o outro na conversa. "O dia hoje está bonito, che!" ou "Ninguém ganha do meu time, che!". Como em outras regiões se diz "cara", "rapaz" "homem" ou "meu" como conotação de amizade e confidência. No México, quando se engajou na luta contra a ditadura cubana, ao falar com os companheiros, Ernesto Guevara usava muito esta expressão. Por isso, os mexicanos e cubanos o apelidaram "Che". É um nome que lhe cabe muito porque é como se alguém tivesse como apelido "o companheiro".

De fato, Ernesto Guevara se tornou companheiro dos lavradores e indígenas de toda a América Latina. O que o levou a estudar o socialismo e a unir-se a grupos engajados na revolução social e política do continente foi o sonho de uma ordem mais justa com os empobrecidos do mundo. Che trabalhou muito para educar lavradores e índios. Por onde andava, parava nas aldeias e compartilhava noções de saneamento básico e saúde preventiva. Foi através deste trabalho humanitário com os mais pobres que ele acabou conhecendo e se inserindo na guerrilha dos jovens cubanos para derrubar o regime sanguinário que dominava a ilha. Quando os revolucionários tomaram o poder em Cuba, ele se tornou a segunda autoridade do país, logo a seguir de Fidel Castro. Tornou-se comandante da fortaleza de Havana, onde eram julgados e condenados os criminosos de guerra. Muitos testemunhos desmentem as lendas criadas pela imprensa ligada ao governo dos Estados Unidos, dando conta que Che chegou a desagradar a companheiros por nunca permitir vingança e por protelar, enquanto podia, sentenças de morte. Em todos os casos, exigiu novas averiguações e deu mais prazo à defesa dos prisioneiros que os próprios organismos internacionais consideraram criminosos de guerra e não apenas opositores políticos.

Poucos anos depois (1965), Che novamente renuncia ao poder conquistado e decide se juntar a grupos de libertação, primeiro no ex- Congo Belga, na África e depois na Bolívia. Ali no dia 08 de outubro de 1967, ele foi traído e preso por um comando antiguerrilha do exército boliviano e norte-americano. É levado a uma escola do lugar - La Higuera, na província de Valle Grande, estado de Santa Cruz. Ali é assassinado e seu cadáver, depois de exposto ao público, é enterrado em local secreto, só descoberto após trinta anos.

Neste aniversário de 40 anos de martírio (testemunho), homens e mulheres de todo o mundo, representando diversas raças e credos, se reúnem em Valle Grande, o local onde o Che assinou com o seu sangue a convicção de que a solidariedade e a justiça são valores dos quais não podemos abrir mão. Este encontro tem como objetivo compartilhar preocupações, refletir sobre os destinos da humanidade e proclamar as esperanças que, neste começo de milênio podemos ainda nutrir. Ele nos atesta que grande parte dos seres humanos continua a busca por uma sociedade nova. Também nos estimula a assumir a capacidade de ir à raiz das questões- a radicalidade- do Che em um caminho espiritual novo: percurso não-violento e solidário em comunhão com todos os seres vivos. O Che reavivou as brasas da esperança de uma pátria grande latino-americana que um século e meio antes Simon Bolívar tinha lançado. Neste início do século XXI, o processo democrático e não-violento da chamada revolução bolivariana está ainda no início, mas é uma realidade na Venezuela, Bolívia, Equador e em outros lugares da América Latina. É um convite paro o esforço de tornar real o sonho e a esperança da justiça.

Bibliografia:

BARROS, Marcelo. A mensagem atual de velhos heróis. 09/10/07. Disponível em: http://www.adital.com.br/Site/noticia.asp?lang=PT&cod=29947&busca=che%20guevara Acesso em: 28/10/09.

Do desinteresse ao interesse

Hoje percebi que me envergonho do meu desinteresse por muitas coisas. Ou simplesmente do excesso de interesse em pouquíssimas coisas, que me levou à completa ignorância sobre tantos assuntos interessantes.
Por exemplo, eu só estudava história geral, nunca história do Brasil. Até a prova de segunda-feira passada, para a qual eu necessitava estudar. O assunto era Populismo. Mas gostei tanto que fui além e estudei também o golpe e o regime militar. Nesse surto de paixão pela história nacional descobri que Ernesto Che Guevara, de quem eu muito ouvia o nome, era argentino. Digo, é argentino. Afinal, depois dessa frase de Fidel Castro, não me sinto à vontade de pronunciar um "era".

"De Che nunca se poderá falar no passado."

Além do que considerei uma bela frase de Fidel, outras de Che chamaram-me muito a atenção. Até chorei.

"Se você é capaz de tremer de indignação a cada vez que se comete uma injustiça no mundo, então somos companheiros."
Não vou fingir ser o que não sou. E eu não sou muito comprometida com as questões mundias. Mas sinceramente, me dói ver a subjugação, a miséria. Acho que algo dentro de mim há algo de verdadeiramente humano, mas eu queria mesmo ter ao menos um pouco de Ch
e. Queria ter a coragem e o dom de lutar pelo bem geral.

Aqui vai a outra frase:
"As tantas rosas que os poderosos matem nunca conseguirão deter a primavera."

Sem dúvidas ele foi uma dessas rosas que os poderosos mataram. Mas eu tenho a esperança de que algum dia a primavera renascerá com força total. E quem sabe assim teremos um mundo melhor?

É, com esse lance da promessa que fiz para a Argentina se classificar, tenho aprendido muitas coisas; tenho dado a mim mesma a oportunidade de conhecer mais acerca das mais variadas coisas. Logicamente ainda encontro-me no início dessa aculturação. Mas mesmo assim estou feliz porque estou sendo muito acolhedora com os novos assuntos. Além disso, é bom me ver também tão disposta a explorar os mínimos detalhes e também me aprofundar.

Esse post foi totalmente não planejado. Eu tenho de falar sobre os livros novos, os filmes que vi durante esse tempo que não estive postando e também sobre bullying. Mas isso será em um outro momento. Agora vou fazer uma lista de livros sobre o nazismo, a segunda guerra mundial e outras coisinhas mais. É, vou abrir uma nova categoria de compra: livros de história.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

O clube de leitura de Jane Austen

Só pra registrar, acabei agora mesmo de ver O clube de leitura de Jane Austen pela primeira vez. E me arrependo de não ter visto antes, como sempre me arrependo de não ter lido Jane Austen antes. Mas ainda é tempo pra compensar, lógico.
Não me resta muito tempo, tenho uma prova agora então volto depois pra escrever alguma coisa. Realmente passei muito tempo sem postar nada por aqui e depois explico o sumiço. Só não pensem que minha vida social melhorou, rs. Afinal nem sei pra quem eu escrevo isso.. Ninguém lê. Talvez eu escreva pra mim mesma, para que eu possa ler tudo isso um dia. É, deve ser isso mesmo. É algo a se pensar.

Bom, sobre o filme, foi incrível! Adorei absolutamente tudo. E também mudei muito de idéia no decorrer do filme, mas depois falo mais sobre isso também.
O que eu precisava mesmo registrar é que eu adoraria encontrar o amor de minha vida em uma livraria. E adoraria participar de um clube de leitura, ou ler um livro com alguém que eu ame, que me ame. Hm, fiquei emotiva, rs.

Deixa eu ir embora, isso ficou mais longo do que eu esperava. Até mais, eu mesma! ;)

sábado, 17 de outubro de 2009

Ainda ontem

O Esporte Interativo só pode tá me enrolando ¬¬ Ontem passei o dia todo olhando o canal e nada do jogo da Argentina. Bom, deixei pra lá, né? Com certeza eles não vão passar mais. Azar o meu.
E azar mesmo. A Saraiva tá de birra com meu cartão; não aceitaram o pedido outra vez. Deve ser porque é o cartão do Submarino e eles não gostaram. Daí eu me retei e fui fazer as compras no Submarino. Ele não me rejeita. E até que foi bom porque eles tavam com promoções ótimas e os livros do Nick Hornby com um preço baixíssimo. Pena que o frete grátis é só pro sul e pro sudeste. Com o dinheiro do frete dava pra comprar outro livro, mas eu supero.
Ontem assisti dois desenhos com minha irmã: Coraline e Pocahontas.
Não vou mentir: morri de medo com Coraline. Caramba, aquilo é um filme de terror em desenho. Passei o filme todo gelada. Mas até que no final foi legal e tudo o mais.
Pocahontas quase dispensa comentários. Foi parte da minha infância e já fazia anos que não assistia. Foi mesmo muito emocionante, um desenho lindo! Queria eu ter os cabelos e o corpo de Pocahontas. E se o John Smith quisesse aparecer pra mim também, sem problemas! HAHAHA.
Agora vou assistir Johnny e June. Assisti quando ainda era lançamento, 2005 acho. E eu nem sabia quem era Johnny Cash naquele tempo. Hoje sou apaixonadíssima por ele, então vou ver se o filme me agrada :)

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Ê lêlê ô #D

Não resisti e vim escrever antes de assistir ao reprise do jogo da Argentina. E também não me aguentei e ansiedade e vi o resultado antes de ver o jogo. Mas sinceramente, eu morreria do coração em dois segundos se quando chegasse da prova de ontem não ligasse a tv voando e esperasse a notícia.
Bom, saí de casa com dor de barriga de tanto nervoso. Fiz péssimas provas, mas nem liguei. Minha cabeça estava em casa, imaginando como estaria o jogo, se meus amores já tinham feito algum gol ou se haviam levado algum.
Cheguei em casa mais rápido que uma bala e ao ligar a tv começou a passar os resultados dos jogos do dia. Comecei a tremer e tremer e então... ARGENTINA CLASSIFICADÍSSIMA! Eu não sei como não morri do meu coraçãozinho, haha. Fui na cozinha e abracei minha mãe, fiquei girando a tadinha e pulando e gritando. Eu pirei. Foi sem dúvidas a maior felicidade em bastante tempo.
Bom, eu pensei que o reprise seria ontem, no caso, às 22:00, por aí. Mas quando fui conferir, tinha sido às 15:00. Não importa, hoje vai passar novamente, às 11:30 e eu, com certeza, estarei ligadona.
A propósito, eu fiz mais uma promessa. Tenho de estudar todos os dias, no mínimo 30 minutos até dia 14 de novembro. Isso foi o desespero pra ver minha Argentina classificada. Mas tá valendo.
Quando olhei no relógio e vi 00:13 pensei: "Putz!, já quebrei a promessa..." Mas daí lembrei que passei o dia inteiro lendo artigos sobre a primeira fase do Modernismo pra fazer um trabalho pra minha mãe. Então conta, né? Bom, eu acho que serve. Mas por via das dúvidas vou lembrar de estudar o restante dos dias.
Ah, o pedido na Saraiva que não havia dado certo, deu hoje. Mas foi ainda melhor. Ganhei desconto, HAHAHA. Adoro uma promoção de livros, adoro um desconto em livros. Comprei e dessa vez parece que vai.
Quando os meus amados chegarem, posto o nome deles e uma foto, talvez. A ansiedade agora é por eles.
Oh, eu realmente acho que quando morrer, vai ser de nervoso.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Só ansiedade

O dia não parece que será nada bom. Ou pelo menos não começou muito bem.
Meu pedido de livros na Saraiva deu um problema e só hoje eles me comunicaram. De qualquer maneira, só poderei comprá-los agora dia 20. Tá perto, eu sei, e só posso ler em janeiro, mas eu preciso ter meus livros perto de mim, e quanto antes e quanto mais livros eu tiver, mais tranquila e conformada eu fico. Bom, só me resta esperar.
Hoje é o jogo que decide a vida da Argentina. São três opções: ir direto para a Copa, repescagem ou fora da Copa.
Sem dúvidas espero que os argentinos vençam o Uruguai e garantam essa última vaga rapidinho. Infelizmente tenho prova de química, física e redação bem na hora do jogo. Vou ter de me conformar em assistir o reprise amanhã.
Ainda estou em dúvida entre ver o resultado hoje ou esperar por amanhã. Não sei.. é realmente algo complicado. Mas daqui pra lá eu decido.
Não sei como vou fazer essas provas; não consigo nem estudar! Minha cabeça vai estar o tempo todo na Argentina, no Messi, no Higuain, no Aguero... Neles todos. Meu coração estará com eles, minhas energias, meu amor. E espero que isso os ajude a conquistar essa vaga tão sonhada.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Nada como um feriado..

Amanheci muito bem ontem. Sonhei com meu último ex-namorado, Henrique. E foi um sonho tão real, tão bonito. Eu lembro que estava sentada perto do auditório do colégio com ele, e sorria toda feliz a cada beijo, cada carinho.
Final de novembro faz um ano que ele terminou comigo e nem parece. As lembranças que guardo dele são muito reais e... eu ainda o amo, embora eu nunca tenha expressado isso em palavras para ele. E como me arrependo disso! Me arrependo também de não ter lutado mais, de não ter dito: "Hey, eu não quero que você termine comigo. Vamos tentar, por favor. Eu te amo."
Mas o que está feito, está feito. E o que não está, igualmente.
Mesmo assim, isso não muda meus sentimentos por ele. Se ele voltasse pra mim, eu voltava pra ele, HEHE. E queria muito, mas muito mesmo que esse sonho não fosse apenas um sonho.
Ainda ontem minha mãe queria ajuda na faxina da casa, tadinha, mas eu sou muito preguiçosa. Daí ela me ofereceu 50 reais em livros. Nem preciso dizer que fui correndo ajudar, né?
Saí com dois amigos meus, sendo que um deles, Daniel, é o melhor amigo que já tive em minha vida. Infelizmente ele estuda no 2° ano. Seria muito melhor tê-lo ao meu lado o tempo todo, mas mesmo assim está ótimo. O outro que estava conosco é também uma ótima pessoa.
Foi realmente muito bom, estava aquele clima chuvoso (milagre pra esse buraco onde moro), quase ninguém na rua. Nós sentamos numa lanchonete e rimos muito, muito, mas muito mesmo. Voltei pra casa com as bochechas doloridas. Foi realmente uma ótima segunda-feira.
Já hoje, fui pra escola e Úrsula não estava lá, mas Maiara estava. Então deu pra aturar tudo na boa. De repente, uma das gêmeas (as únicas além de Úrsula e Maiara com quem me importo e considero amigas) veio falar comigo e não esclareceu nada direito, só disse que sentiu muito minha falta e que percebeu que estava me deixando de lado pra dar importância a pessoas que não merecem. Não pude deixar de concordar.
Quase em seguida fui beber água e dei de cara com a outra gêmea. Então pegamos o bonde e nos resolvemos também.
Pelo visto, tudo está aos poucos voltando pros seus devidos lugares. Eu sinceramente não me importo se chegar o fim do ano e lá da sala só Úrsula, Maiara e as gêmeas falarem comigo.
Isso basta, porque percebi que não tendo tantas pessoas ao meu redor, tenho chances de conhecer melhor outras pessoas maravilhosas.

sábado, 10 de outubro de 2009

Sabadão de Vitórias

Antes de falar das vitórias propriamente ditas, vou comentar sobre o fim da minha sexta-feira.
Na primeira postagem eu disse que "desgraça pouca é bobagem". Pois é, ontem essa frase se provou realmente verdadeira. Meu celular quebrou. Simples assim. E foi do nada: fui assistir tv e coloquei o celular no cantinho do tapete. Quando fui pegar estava quebrado, partido ao meio (ele é de flip). Ainda tenho de ver se há conserto. Se não, nem quero outro, oh. Celular cansa minha beleza, rs.

Outro fato a ser comentado é que Úrsula foi pegar umas anotações na casa da única garota que realmente fala com a gente na sala de aula. Quando estava voltando pra casa, deu de cara com parte da patota. A história é a mesma: estavam falando mal de nós. A novidade é que Marília, que já foi uma das minhas melhores amiga e a quem eu sempre tentei ajudar, fazendo o possível e até o impossível por ela, estava falando que "nem ia comentar o tanto de coisas ruins que já fiz pra ela". Deu vontade de ir atrás dela e mandar listar que tantas coisas foram essas. Mas eu tenho consciência de que nunca fiz nada de ruim pra ela, então que rache! Ela e todos esses otários.

Agora vamos falar de coisa boa! E coisa boa pra mim significa esse diazinho de hoje. Que sábado mais incrível!

Hoje, em mais de um mês acho, criei coragem pra estudar. Estava lá, na minha, estudando Grécia e Roma quando minha mãe me chama para ajudá-la com um pedido de livros infantis que ela havia comprado. Daí eu usei da minha dramaticidade e comecei a dizer que já faz mais de um mês que fiz aniversário e ela ainda não havia me dado um presente, então ela se comoveu e mandou eu escolher o que quisesse que depois a gente conversava sobre o preço.

Fui direto pro Submarino e aproveitei umas ofertas incríveis; simultaneamente fui na Saraiva e escolhi mais alguns livros. Acabei exagerando no preço, então deixei uns para a próxima e no fim das contas ganhei 18 livros que saíram a aproximadamente 15 reais cada. Um sonho! *-* Nem cabia de tanta felicidade :D


Acabado isso, fui assistir o jogo do Flamengo contra o São Paulo, mas só consegui pegar o segundo tempo. Flamengo perdendo de 1 a zero pro São Paulo e eu num ódio terrível, né? Mas mesmo com a derrota o jogo estava incrível. Uma emoção atrás da outra até que.. PÊNALTI!

Ah muleque! Petkovic foi lá e marcou! E aquele Rogério Ceni chatão ainda levou cartão amarelo! HOHOHO, é muita felicidade pra uma pessoa só.




Mas não acabou por aí não! Estava acompanhando um jogo decisivo pra Portugal. E.. adivinhem? Portugal ganhou! 3 a zero pra cima da Hungria. Portugal não estava jogando muito bem, mas depois do segundo gol o jogo pegou um pouco de fogo e a vitória foi mesmo bonita. Agora é torcer para que a seleção portuguesa ganhe o próximo jogo e consiga se sair muito, mas muito bem na repescagem. Uma Copa sem Portugal, sem Cristiano Ronaldo não seria uma Copa completa.


Querem mais? Argentina, amores! Argentina! Oh, eu sou completamente e extremamente apaixonada pela Argentina e admito que a campanha que ela tem feito nas eliminatórias para a Copa de 2010 não tem sido nada agradável. Apesar da má campanha, não consigo deixar de acompanhar nenhum jogo. Eu sofro e choro, mas não deixo de assistir.

Hoje foi um sofrimento. Argentina era obrigada a ganhar o jogo de hoje contra o Peru e o da próxima quarta-feira também. O Peru é triste, muito triste. Que seleçãozinha ruim. Não me espanta que o Aguero tenha descido a madeira neles! O primeiro tempo foi jogo de um time só, mas mesmo assim a Argentina não conseguia marcar nem um golzinho.

Segundo tempo começou e o Peru quase marcou um gol no primeiro minuto. Eu quase morri do coração, mas Higuaín logo em seguida fez um gol pro meu alívio e de todos os torcedores da Argentina! Mesmo com o gol, nada de Argentina jogar e o Peruzinho fazendo muito mais jogadas. Começou a chover e mesmo assim a torcida argentina cantava sem parar. Era bonito de se ver e eu estava com lágrimas nos olhos de ver minha querida Argentina se classificando pra Copa, por hora. Até que, aos quarenta e poucos minutos um peruano, que prefiro nem lembrar o nome, fez o gol. Oh, que tormento! Não daria mais tempo, não daria mais tempo. E eu comecei a chorar de ódio.

O árbitro deu 4 minutos de prorrogação e eu chorava e lançava todas as minhas energias para que qualquer argentino fizesse um gol; ou até mesmo um peruano fizesse um contra. Com o empate Argentina estava decididamente fora e teria de se esforçar muito pra conseguir vaga na repescagem.

Mas Palermo, meu lindo Palermo, que os comentaristas tanto criticaram, que sangrou muito, fez o gol. E estava impedido, mas quem se importa? Eu não! HAHA. No último minuto Argentina fez o gol da vitória! Oh, como foi lindo Maradona fazendo peixinho na grama molhada, todo emocionado. E no fim do jogo, ele abraçou Palermo com tanta gratidão, tanto carinho... Sem dúvidas todos os torcedores da Argentina agradecem muito ao Palermo e gostaríamos de abraçá-lo.

Podem dizer que a Argentina não merece estar na Copa do Mundo, que o árbitro roubou. Eu não me importo e quero mais que tudo ver Messi, Palermo, Aguero, Higuain e toda a seleção argentina na Copa de 2010. Maradona é meio incompetente, mas o time não merece ficar de fora.

Avante, Argentina!

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Fui conquistada



Meus pais viajaram e minha irmãzinha de 3 anos ficou comigo. O melhor disso tudo é não ter de ir pra escola. Mas melhor ainda é ter uma desculpa pra assistir muitos filmes infantis.
O de hoje foi Barbie e as Três Mosqueteiras.
Particularmente gosto dos filmes da Barbie, com exceção do Castelo de Diamante, que eu odeio. O melhor, sem dúvidas, é A Princesa e a Plebéia. Sempre fico tentando convencer minha irmã a assistir esse e ela percebe que eu quero e nunca assisti. Mas eu supero.
Gostei bastante de Barbie e as Três Mosqueteiras, principalmente porque me recordou do filme de ontem. Orgulho e Preconceito. Oh, eu não consigo tirar o filme da cabeça de maneira alguma.
Eu sempre me achei muito deslocada de tudo e agora eu percebo que me sinto deslocada também da época em que vivo. Atemporal. Eu seria muito mais feliz se vivesse na mesma época em que Elizabeth, principalmente se tivesse um Mr. Darcy só pra mim, haha. Mas sério, aqueles bailes tão cheios e animados, as pessoas dançando, os rapazes cortejando as mocinhas. Oh, seria o paraíso pra mim!
Discoteca pra mim é tentativa de suicídio. Odeio aquele lugar com aquele tanto de gente colada, se esfregando, tudo escuro só com aquelas luzes piscando. Só de pensar me dá tontura.
Os bailes não. Lugares amplos, iluminados e arejados, músicas tão legais! E os trajes? Adoro aqueles vestidos cheios de renda e babados. Minha mãe quase surtou quando estávamos numa loja para noivas com uma amiga dela e eu vi um vestido em estilo medieval e disse que queria me casar num modelito daqueles. Eu tive de dizer que era brincadeira, mas não era.
Bom, a tortura continua. Tenho 4 provas domingo, então nada de aproveitar o feriado. Mas eu não sei se vou estudar. Tem muitos filmes bons aqui pra assistir e eu tenho que os assitir já que não posso ler.
Falando nisso, minha irmã tá chamando pra assistir mais desenho. "Por que não? Vamos cair pra dentro!" rs.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Orgulho e Preconceito


Li Orgulho e Preconceito de Jane Austen no início desse ano. E me senti péssima por nunca ter lido antes. Que livro maravilhoso! Figura hoje no topo da minha lista de livros preferidos.
Logo após ler o livro, descobri que havia também o filme, mas nunca encontrava.
É, podem chamar-me de desatualizada, sem cultura. Mas a realidade é que a culpa não era de todo minha! Moro numa cidade minúscula que tem apenas uma locadora com um conteúdo bastante reduzido.
Por acaso hoje eu resolvi "fugir" da escola e assim o fiz. Minha mãe havia pedido pra comprar uns filmes pra ela e aproveitei a desculpa pra sair beeem mais cedo do colégio. Estava olhado os filmes e procurando os que minha mãe havia pedido quando de repente surge Orgulho e Preconceito diante dos meus olhos. Oh, eu quase tive filhinhos de tanta emoção!
Enfim, tenho três provas ainda hoje, às 19:00 hrs e ainda não havia estudado nada. Mas eu não resisti e fui assistir o filme. Sem arrependimento nenhum eu digo isso. Mesmo que eu tire notas baixíssimas nas provas. Afinal, quem se importa?? Eu finalmente assisti o filme que tanto queria, então que se danem as provas!
Agora vamos falar sobre o filme. E que filme é esse, mano? Meu Deus!, correspondeu a todas as minhas expectativas! Tudo bem que antes mesmo de começar o filme eu já estava chorando de emoção, mas é um senhor filme!
O que é aquele mr. Darcy, hein? Que homem lindo, elegante, charmoso, sexy. Eu literalmente babei por ele. E o mr. Bingley? Oh, uma fofura de homem! Imagine só como seriam os filhos dele e da Jane? Falando em Jane, que cabelo perfeito! Elizabeth é quem eu quero ser quando crescer, rs. Ela é tão segura de si, tão irônica. Lizzy e Darcy foram mesmo feitos um pro outro.
Essa fala de mr. Darcy foi sem dúvidas a que mais marcou-me:
"Se contudo seus sentimentos mudaram, eu devo dizer que você enfeitiçou meu corpo e alma. E eu a amo, eu a amo, eu a amo."
Como ele consegue ser tão perfeito? Eu queria ele pra mim!
Mas também tem o mr. Bennet. Foi tão linda a cena final, ele todo comovido por ver Lizzy apaixonada, chorando até! Foi incrível.
Ah, eu não consigo encontrar palavras pra descrever o quanto amei o filme. Foi coisa de outro mundo! Ainda bem que não tinha ninguém em casa, porque se vissem meu estado de loucura me internariam numa clínica psiquiátrica na mesmo hora! Eu ria, chorava... Foi uma emoção tremenda!
Mudando completamente de assunto: faltam 25 dias pro fim do inferno que está sendo este 3° ano. São muitos dias, mas comprei muitos filmes então creio que conseguirei sair desse tormento viva.
Agora eu tenho de correr pra estudar e ver se consigo fazer alguma coisa consciente nessa prova. Se bem que vai ser difícil me concentrar com as imagens de Orgulho e Preconceito ainda tão frescas na mente *-*

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Primeiro dia o/

Há muito tempo venho amadurecendo a idéia de criar um blog, mas só hoje criei coragem.
Por que hoje?
Bom, faltam 27 dias para me livrar de uma vez por todas da escola. É, em 27 dias estarei comemorando com muita, mas muita felicidade essa libertação! Então decidi que preciso registrar o passar desse tempo.
Infelizmente sinto que esses dias se arrastarão penosamente e que daqui pro dia 3 de novembro ainda vou ter de passar por maus bocados e muitas confusões.

Hoje foi um dia particularmente tranquilo em comparação às ultimas semanas.

Só pra registrar, estou sendo vítima de calúnias e de exclusão social na sala de aula ¬¬
Uma garota psicopata tirou da cabecinha dela que minha melhor amiga está dando em cima do ex-namorada dela. Bom, se o cara é ex, não tem porque ela estar com onda, né? Mas isso nem tem feito diferença. O pior é que depois ela resolveu que isso era pouco, então minha amiga está arranjando o ex da outra lá pra mim. Putz!, eu nem falo com o garoto! Me pergunto de onde essa maluca tira tanta coisa e a única resposta que encontro é: da Malhação. Maldita Rede Globo!

Então, foi basicamente isso que gerou todo o problema pelo qual estou passando. As duas únicas meninas na sala que eu considerava como amigas (além de minha melhor amiga) decidiram dar crédito à história da menina maluca. E com o passar dos dias as coisas foram tomando proporções drásticas! Contabilizando os danos, de 40 pessoas na sala de aula, só 5 pessoas falam comigo e minha melhor amiga frequentemente. Umas 6 trocam algumas palavras quase nunca e o resto só olha pra gente com cara de bicho.

Pra facilitar as coisas vamos chamar essa melhor amiga de Úrsula.

E falando em bicho... Quando Úrsula não vai pra escola eu me sinto como um daqueles bichinhos novos em zoológicos. Mas aqueles bichinhos bem asquerosos, sabe? As pessoas vão lá olhar, mas é com cara de repulsa, de nojo. É um horror ficar naquela sala de aula sem Úrsula. E é nessas horas que eu percebo que ela é mesmo minha salvação, meu porto seguro. E que mesmo que seja somente eu por ela e ela por mim, estarei relativamente bem enquanto puder tê-la comigo.

Pra completar meu desalento estou sem fazer o que mais amo em minha vida: ler. Eu devoro livros com uma rapidez incrível! Todo dinheiro que pego é pra adquirir mais deles para minha futura biblioteca particular. Mas com toda essa pressão de vestibular chegando e tudo o mais resolvi fazer uma maldita promessa: passar seis meses sem ler nenhum livro para passar no vestibular.
Como disse o sábio Chicó: "Oh, promessa maldita! Oh, promessa sem jeito!"
Estou sofrendo horrores sabendo que só poderei ler em janeiro. Mas também, dia 31 de dezembro estarei sentada no tapete com meus livros do lado. E quando terminar a contagem regressiva.. HOHOHO, vou abrir o primeiro que estiver na frente e matar minha saudade dos meus queridos e adorados livrinhos.
Ah, meu fone de ouvido quebrou. Pois é... Desgraça pouca é bobagem! Agora vou ter de comprar outro fone, o que retira tutu do meu FPCL (Fundo Para Compra de Livros). E isso nem é a pior parte. Sem ter como ouvir meu mp4 sou obrigada a escutar o zum-zum-zum daquelas pessoinhas lindas lá da sala. É triste, mas eu acho que supero.

Enfim, por hora basta.