quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

My skin and bones

Tudo dói. Minha pele, meus ossos. Minha carne. Mas acima disso tudo, meu coração dói. Eu sinto que tenho morrido um pouco mais a cada dia que passo longe de você.
Vale tudo no amor e na guerra? Não me lembro dos meus momentos de guerra. Ou talvez, a atual situação seja a própria guerra, onde luto contra algum princípio que tenho, contra minha consciência e contra todos os que não me querem com você. Quem sabe não seja uma guerra contra você mesmo? Oh, talvez sim. Porque se você não me quer ao seu lado, estou empenhada também contra você. E no amor... Bom, nunca pensei que realmente valesse tudo no amor. Mas o que eu tenho feito contraria tudo a que eu estava resoluta. Você, e só você, tem me virado a cabeça, me tirado do sério. Por causa de você eu não me preocupo mais com o que pode me acontecer, desde que eu possa estar com você. Por causa do meu amor por você eu não tenho mais os planos que um dia fiz. Meu plano principal é estar com você; os outros planos derivam deste.
Eu pensava que não, mas talvez possam julgar-me egoísta sim. Eu digo que minha maior preocupação é a sua felicidade; que tudo que te desagrada, me desagrada; que os meus maiores problemas têm sido os seus problemas. Mas no fundo eu sei que não me preocupo apenas com sua felicidade. Eu sei que não suportarei vê-lo feliz se sua felicidade não for ao meu lado. Eu morreria. E eu tenho morrido por causa da incerteza, por não saber o que se passa em sua mente e em seu coração.
O que me mantém viva, o que me dá alguma força para acordar todos os dias é a esperança de que em um futuro não muito distante você me dará a oportunidade de ser sua, de fazê-lo feliz, de amá-lo. É a esperança de que um dia você me ame.
Mas o que eu farei se esse futuro não passar de uma ilusão? Oh, a morte seria preferível.
Eu tentei evitar... Tentei não me deixar levar pelos seus carinhos, pela sua atenção. No fundo eu sabia que envolver-me mais uma vez com você não seria saudável para mim. E de fato não tem sido. Eu penso em você todos os dias, todas as horas, todos os minutos e, quem sabe, todos os segundo.
Você se tornou a minha vida. E se você não me quiser, não terei como ver sentido em minha existência. Não posso viver sem minha vida. Não posso viver sem minha alma.
Eu te amo tanto... E você sabe que eu te amo. Você sabe que eu daria todo o meu sangue por você. Eu simplesmente te amo de todo o meu coração, de toda a minha alma, com todas as minhas forças. Eu te amo.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Decepções fazem parte

Estou aproveitando que minha internt está uma maravilha e estou baixando todos os seriados que me chamam a atenção.
Aí, no meio desses, baixei uma adaptação de Orgulho e Preconceito, da minha amada Jane Austen.
OH, que filme terrível! Que coisinha mais decepcionante, vergonhosa! Como podem dizer que é uma adaptação de Orgulho e Preconceito? Nossa!, nem de longe; nem querendo!
Um Bingley pra lá de tapado. Muito burrinho, lerdinho, tosquinho.
Sei lá.. tudo muito estranho. Uma adaptaçãozinha (se é que se pode chamar de adaptação) muito nada a ver e muito mal feita, se quer saber a minha opnião.
A Jane era bonitinha, mas a Lizzy era mais bonita. E mesmo assim não era lá essas coisas. Que corpitcho mais estranho, dona moça! Sou mais minhas gordurinhas em excesso.
E aquele Wickham? Nuss, cada vez que penso no filme fico mais chateada. Não só por ter perdido meu tempo assistindo, mas principalmente porque o tempo que levou pra baixar essa porcaria, teria conseguido baixar uns dois episódios que algo que realmente valesse à pena.
Pra não dizer que tudo foi extremamente ruim, vamos salvar umas quatro musiquinhas que eram interessantes, umas cinco cenas aceitáveis e o Orlando Sei-lá-das-quantas. Ele era até bonitinho!
Mas mesmo assim, quando você analisa o conjunto do filme percebe que é uma palhaçada. Sinceramente, não há outra forma de entender esse filme senão como uma palhaçada. Muita idiotice pra somente 1 hora e 40 minutos. Principalmente porque pela sinopse você espera algo totalmente diferente.
Não merece NUNCA a descrição de "adaptação da obra de Jane Austen".

Fiquei muito chateada. Porque imagine só, tinha acabado de ver O Morro dos Ventos Uivantes, estava naquele clima super culto e aí me vem uma coisa dessas. Vou deletar do computador pra compensar minha chateação.

bjsbjs :*

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

O Morro dos Ventos Uivantes

Estou assistindo o seriado O morro dos ventos uivantes que foi lançado esse ano. Bom, não sei se é adequado para a situação em que me encontro. Estou muito sensível, muito abalada pelos meus sentimentos com relação a Iuri. Não sei o que pensar e não sei se confio nos meus pensamentos..
É muito confuso, de fato, mas não posso evitar a confusão, a aflição.. Sinto uma vontade constante e insaciável de chorar, de gritar, de morrer. Ou de ir pra Bonfim vê-lo. Não posso chorar, porque não quero que minha mãe veja ou saiba do que se passa. Também não posso ir pra Bonfim.. E nem sei se devo. Tenho medo de parecer fácil, insegura, carente. E de fato sou insegura e carente. E desconfiada.
Oh, eu o amo! Eu o amo muito! Não quero de maneira alguma perdê-lo.. Quero ser eu a escolhida para fazê-lo feliz; quero que ele me ame com todo o seu ser.

Mas enfim, vamos fazer aquele velho quadro comparativo que não posso evitar fazer quando vejo qualquer coisa que tenha ao menos uma pitada de romance.
Eu iria deixar para comentar sobre o seriado quando terminasse de assistir, mas ainda restam uns 40 minutos e minha ansiedade não me permitiu esperar mais.
Heathcliff.. Será que sou em parte como ele? Não sou cruel. Pelo menos não ainda. Mas o amor que ele sente.. bom, esse eu sei que posso sentir.
Não sei se me comparo a Cathy de alguma maneira.. Mas de todos os personagens é com ela que menos me identifico.
Isabella é, de fato, com quem eu mais me identifiquei no momento.
Pobre coitada, se apaixona por Heathcliff e sabe que nunca poderá ter o amor dele, mas não desiste. Tenta, tenta. Faz de um tudo. Abandona tudo que possui para ceder aos caprichos dele. Desisti, inclusive, da sua pureza para tentar conquistar Heathcliff. Ela chega a acreditar quando ele diz que tentaria amá-la.
Até que ele admite que não a ama, que sente repulsa por ela. Então ela sabe o motivo pelo qual ele não consegue amá-la: Cathy. Mas mesmo assim ela quer ouvir da boca dele.

Me pergunto se é isso que está acontecendo comigo; se Iuri não me ama e está apenas me enganando. Ou talvez ele não seja tão maldoso e cruel quanto Heathcliff e esteja de fato tentando me amar, tentando esquecer a "Cathy". E se ele está tentando, será que vai conseguir? Será que eu serei capaz de conquistar o coração do meu amado? Ou será que terei de ouvir um dia as palavras que me remeterão ao Morro dos Ventos Uivantes?

"- Embora possa não parecer ser o caso, eu tentei nesses últimos 4 meses, me fazer te amar. Mas eu não consigo.
- O que impede que isso aconteça?
- Acho que você sabe.
- Mesmo assim.. Gostaria de ouvi-lo dizer o nome dela."

Pode parecer vergonhoso, mas não me sinto de modo alguma envergonhada de me sentir parecida com Isabella. Acho bonita a maneira como ela o ama mesmo sabendo que ele não a ama e nem pode amá-la.

Mas então, rs, eu me pergunto se há algo de errado comigo. Agora, agora mesmo, digitando essa postagem, lembrei que não é a primeira vez que comparo minha vida amorosa a livros.
Há pouco mais de um ano comecei a namorar com Pedro e então conheci a série Crepúsculo. E embora seja difícil admitir, eu sei que em algum momento eu me esforcei para que nossa história fosse como a do livro. E inclusive nosso fim foi como em Lua Nova. Bom, pelo menos até a parte em que ele me deixou e que eu saí correndo pelas ruas vazias e úmidas da chuva.
Rsrs, não posso evitar sorrir de mim mesma nesse momento. Só pode ser loucura mesmo.

Espero que dessa vez eu não tenha procurado uma situação como a de O Morro dos Ventos Uivantes. E eu nem lembrava do livro, se quer saber! Ontem consegui baixar, hoje comecei a assistir e então associei à minha atual situação.
Deus me livre de ter um final como o de Isabella. Coitada!

É, vou ver um filmezinho light ali com parte da família e depois venho ver o que resta do Morro.

Oh, Deus me livre mesmo de uma tragédia como aquela!

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Enfim, os livros



Isso aê! Finalmente criei coragem pra postar as fotos e os nomes dos meus amados livrinhos que ganhei de presente de aniversário. 
Bom, vamos lá:

  •  Alta fidelidade - Nick Hornby
  •  Uma longa Queda - Nick Hornby
  •  Um grande garoto - Nick Hornby
  •  O advogado do diabo - Morris West
  •  A dama das amêndoas - Marina Fiorato
  •  Como água para chocolate - Laura Esquivel
  •  Noturno - Guillermo Del Toro e Chuk Hogan
  •  Má companhia - Jack Higgins
  •  Tópicos especiais em física das calamidades - Marisha Pessl
  •  Indícios incriminadores - Sheldon Siegel
  •  Marcada - P.C. Cast e Kristin Cast
  •  Traída - P.C. Casta e Kristin Cast
  •  Trilogia força sigma - James Rollins
  •  Resistência - Agnes Humbert
  •  O dom - Nikita Lalwani
  •  A felicidade - Lluis-Anton Baulenas
  •  Coleção As brumas de Avalon - Marion Zimmer Bradley

É isso, não vejo a hora de poder lê-los todinhos, todinhos!
Mas.. sou mesmo insaciável! HAHAHA
Fui juntanto dois reais aqui, cinco acolá, uma moedinha e nisso, quando fui ver tinha uma boa dinheirama. O que fiz com ela? Adivinhem! Comprei mais livros! Hehehe.
Não tirei foto deles e nem vou tirar porque a preguiça não permite. Mas o nome deles não vai ser problema, né?

  • Sorte ou azar - Meg Cabot
  • Desculpa se te chamo de amor - Federico Moccia
  • O beijo - Danielle Steel
  • Os delírios de consumo de Beck Bloom - Sophie Kinsella
  • Stonehenge - Bernard Cornwell
  • A abadia de Northanger - Jane Austen

Eu andava muito chateada com a Saraiva, porque eles nunca aceitavam meu cartão. Mas devo admitir que dessa vez eles me conquistaram. Os preços estavam incríveis! Desse livros todos, o mais caro custou 20 reais. E eles ainda me deram um desconto de 10% na minha próxima compra. É, não tenho mais do que reclamar.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Quanto tempo..

Indo pelo meu exagero.. NOSSA!, quase um mês que não posto nada por aqui. Mas nem é tanto exagero.. fazia mesmo muito tempo. E eu senti falta todo o tempo, mas, sei lá, faltou coragem de vir aqui falar algo.
A verdade é que ando meio ocupada demais com meus pensamentos, com minha vida social , que melhorou um pouco da última postagem pra cá.
Nesse meio tempo muitas pessoas vieram me pedir desculpas por terem se afastado de mim e também por terem dado ouvidos àquelas meninas que queriam me prejudicar. 
ma amiga de minha mãe mandou que eu jogasse meus livros de Harry Potter fora e disse que era pra eu me consagrar a Deus.
Fui pra um encontro de adolescentes da igreja e revi amigos que não via há muitos, muitos meses. E resolvi mudar. E me arrependi de não ter estudado o ano inteiro.
É tudo tão consfuso.. sei lá!
Faltam 12 dias pro meu primeiro vestibular de verdade. E eu estou completamente desesperada! Até voltei a estudar, inclusive vou daqui a pouco.
E lembram daquele meu desespero pelo fim do ano letivo? Bom, passou rápido! Rsrs. Quinta passada foi o encerramento. Nada de formatura.. Foi um sarau literário e uma confraternização pra marcar o fim, né? Bom, mesmo as coisas tendo mudado bastante, em momento nenhum hesitei em querer que o ano terminasse logo. E é bom olhar pra trás e dizer: Uh, CABOU! 
Mas eu vou sentir falta dos professores de física, de química, de história geral e do Brasil, de gramática. E de alguns amigos. Porque mesmo sabendo que não vamos ficar tão afastados, é estranha a perspectiva de que não os verei mais todo santo dia na escola.
Bom, de resto, tô mais é feliz mesmo! Ansiosa pelo que virá agora, por esta nova e tão desconhecida etapa.
E um resultado da minha decisão pela mudança apareceu. No sarau, eu e uma amiga iríamos recitar poemas entre uma apresentação e outra. Acontece que eu sou, digo, ERA muito tímida. Pensei que ia travar, que ia faltar a voz, ou sei lá o que. Mas não, enfrentei numa boa, recitei poemas sozinha, andando pelo meio da platéia, e achei legal! Nem tremi!
Pois é, falei em mudanças, mas não espedifiquei.
É isso, depois que a amiga de minha mãe veio me colocar em estado de pavor - na verdade, depois que o pavor passou -  eu percebi que minha vida estava mesmo muito errada. Eu não lia mais a bíblia, não orava, blasfemava contra Deus, dizia que ia pro inferno mesmo e daí?, lia histórias homossexuais.. E eu parei e pensei: Meu Deus, o que eu estou fazendo com minha vida? Se essa mulher veio dizer isso pra mim, não foi do nada.
E entendi isso como um sinal de Deus, como que Ele estava querendo me mostrar o caminho que eu estava escolhendo seguir.
Então optei pela mudança. Estou deixando de lado o ceticismo, a timidez, a perversão. Estou lendo a bíblia e orando muito. Estou buscando a Deus. E estou muito feliz com isso.
Os amigos que eu não via há tanto tempo me fizeram perceber que eu não sou uma pessoa ruim. Eu me toquei que apesar de tudo de ruim que algumas pessoas estavam falando de mim, existem pessoas que me amam muito, que me dão muito valor e que fazem questão da minha presença e prezam pelo meu bem estar.
Acontece que esse reencontro me trouxe de volta um velho amor.. Iuri.
Há mais de 2 anos nós nos envolvemos, mas foi tão estranho. Eu era apaixonada por ele, mas ficar com ele foi estranho, foi uma desilusão. Hoje eu penso que ele veio ficar comigo mais por questão de oportunidade, que ele não estava mesmo afim.
E depois daquela vez, nunca mais. Eu até pensava nele às vezes, mas não queria me envolver novamente. Até dia 6, 7 e 8.
Ele me tratou tão bem. E nós passávamos horas e horas conversando, como bons amigos, sobre tudo. E eu queria ficar com ele, oh!, como queria. Mas a gente ficou naquela.. Quem nos via perguntava se éramos namorados até! rsrs Houve um dia em que saímos com uma galera pra uma lanchonete e ele puxou cadeira pra mim, como naqueles filmes antigos e românticos. Foi um perfeito cavalheiro.
Me levou até o ponto de ônibus, e quando perdi o ônibus ficou conversando comigo até a hora do próximo ônibus, quando foi me levar novamente. E então o ônibus só passava na rodoviária. Mas ele foi até lá comigo, carregando minha bagagem.
Se eu algum dia gostei dele, não é nada comparado ao que eu gosto hoje. Mas eu estou insegura agora que ele está na cidade dele e eu na minha. Nós conversamos e tudo o mais, mas me pergunto se ainda existe algum interesse da parte dele. E se existe, que tipo de interesse? Não nego, quero namorar sério, quero estar com ele de verdade.

E está aí outra coisa que tenho que deixar: a ansiedade.
Tenho orado por nós dois, pra que Deus faça a vontade dele. Mas quero muito que tal vontade seja nós dois juntos, namorando, haha. Vou tentar relaxar e aguardar.
E.. Vou estudar! Se eu não passar nesse vestibular e no ENEM, com certeza piro. Principalmente por saber que a culpa foi unicamente minha, porque não estudei nadica de nada o ano todo. Vou correr atrás do prejuízo.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

A mensagem atual de velhos heróis


A maioria dos estudiosos e pesquisadores, como os diversos biógrafos do Che, confirma a motivação ética que o movia e a generosidade com a qual quis conquistar para todos os seres humanos um mundo mais igualitário. Um mínimo de honestidade histórica e de lucidez política exige que não julguemos ações da década de 60 como se a conjuntura internacional e latino-americana fossem as mesmas de hoje. Uma encíclica do papa Paulo VI, em 1967, retomava a antiga convicção teológica cristã de que "em casos de tirania prolongada e evidente que ofenda gravemente os direitos fundamentais da pessoa humana e prejudique o bem comum do país, as pessoas têm o direito moral da insurreição revolucionária para derrubá-la" (Populorum Progressio 31). Foi o que, na década de 60, muitos jovens fizeram. Na América Latina, muitas pessoas de profunda vida espiritual, e mesmo pastores evangélicos e padres católicos como Camilo Torres, na Colômbia, se engajaram em grupos que lutavam contra as ditaduras políticas e o modelo econômico assassino de tantos pobres. Ernesto Guevara renunciou ao conforto de sua vida ambientada na classe média argentina e a promissora profissão de médico para se consagrar de corpo e alma à libertação social e política dos povos do mundo. Atualmente, a maioria dos que trabalham para transformar o mundo não aceita mais a luta armada como método justo nem válido para alcançar a libertação. Entretanto, quase ninguém põe em dúvida a grande humanidade do Che e a mensagem moral que ele nos deixa para prosseguirmos o caminho da transformação.

Há poucos anos, no filme "Diários de motocicleta", Walter Salles emocionava as platéias com o relato cinematográfico da viagem que, aos 23 anos, Ernesto Guevara fez de moto, com Alberto Gramado, por grande parte da América do Sul. Naquele tempo, já aparecia clara a sua sensibilidade de justiça e sua opção por estar do lado dos mais fracos e marginalizados. Na época, ele ainda não tinha recebido o apelido carinhoso de "Che". Até hoje, na Argentina e em regiões do Rio Grande do Sul, os homens intercalam no diálogo a expressão "che", como forma de envolver o outro na conversa. "O dia hoje está bonito, che!" ou "Ninguém ganha do meu time, che!". Como em outras regiões se diz "cara", "rapaz" "homem" ou "meu" como conotação de amizade e confidência. No México, quando se engajou na luta contra a ditadura cubana, ao falar com os companheiros, Ernesto Guevara usava muito esta expressão. Por isso, os mexicanos e cubanos o apelidaram "Che". É um nome que lhe cabe muito porque é como se alguém tivesse como apelido "o companheiro".

De fato, Ernesto Guevara se tornou companheiro dos lavradores e indígenas de toda a América Latina. O que o levou a estudar o socialismo e a unir-se a grupos engajados na revolução social e política do continente foi o sonho de uma ordem mais justa com os empobrecidos do mundo. Che trabalhou muito para educar lavradores e índios. Por onde andava, parava nas aldeias e compartilhava noções de saneamento básico e saúde preventiva. Foi através deste trabalho humanitário com os mais pobres que ele acabou conhecendo e se inserindo na guerrilha dos jovens cubanos para derrubar o regime sanguinário que dominava a ilha. Quando os revolucionários tomaram o poder em Cuba, ele se tornou a segunda autoridade do país, logo a seguir de Fidel Castro. Tornou-se comandante da fortaleza de Havana, onde eram julgados e condenados os criminosos de guerra. Muitos testemunhos desmentem as lendas criadas pela imprensa ligada ao governo dos Estados Unidos, dando conta que Che chegou a desagradar a companheiros por nunca permitir vingança e por protelar, enquanto podia, sentenças de morte. Em todos os casos, exigiu novas averiguações e deu mais prazo à defesa dos prisioneiros que os próprios organismos internacionais consideraram criminosos de guerra e não apenas opositores políticos.

Poucos anos depois (1965), Che novamente renuncia ao poder conquistado e decide se juntar a grupos de libertação, primeiro no ex- Congo Belga, na África e depois na Bolívia. Ali no dia 08 de outubro de 1967, ele foi traído e preso por um comando antiguerrilha do exército boliviano e norte-americano. É levado a uma escola do lugar - La Higuera, na província de Valle Grande, estado de Santa Cruz. Ali é assassinado e seu cadáver, depois de exposto ao público, é enterrado em local secreto, só descoberto após trinta anos.

Neste aniversário de 40 anos de martírio (testemunho), homens e mulheres de todo o mundo, representando diversas raças e credos, se reúnem em Valle Grande, o local onde o Che assinou com o seu sangue a convicção de que a solidariedade e a justiça são valores dos quais não podemos abrir mão. Este encontro tem como objetivo compartilhar preocupações, refletir sobre os destinos da humanidade e proclamar as esperanças que, neste começo de milênio podemos ainda nutrir. Ele nos atesta que grande parte dos seres humanos continua a busca por uma sociedade nova. Também nos estimula a assumir a capacidade de ir à raiz das questões- a radicalidade- do Che em um caminho espiritual novo: percurso não-violento e solidário em comunhão com todos os seres vivos. O Che reavivou as brasas da esperança de uma pátria grande latino-americana que um século e meio antes Simon Bolívar tinha lançado. Neste início do século XXI, o processo democrático e não-violento da chamada revolução bolivariana está ainda no início, mas é uma realidade na Venezuela, Bolívia, Equador e em outros lugares da América Latina. É um convite paro o esforço de tornar real o sonho e a esperança da justiça.

Bibliografia:

BARROS, Marcelo. A mensagem atual de velhos heróis. 09/10/07. Disponível em: http://www.adital.com.br/Site/noticia.asp?lang=PT&cod=29947&busca=che%20guevara Acesso em: 28/10/09.

Do desinteresse ao interesse

Hoje percebi que me envergonho do meu desinteresse por muitas coisas. Ou simplesmente do excesso de interesse em pouquíssimas coisas, que me levou à completa ignorância sobre tantos assuntos interessantes.
Por exemplo, eu só estudava história geral, nunca história do Brasil. Até a prova de segunda-feira passada, para a qual eu necessitava estudar. O assunto era Populismo. Mas gostei tanto que fui além e estudei também o golpe e o regime militar. Nesse surto de paixão pela história nacional descobri que Ernesto Che Guevara, de quem eu muito ouvia o nome, era argentino. Digo, é argentino. Afinal, depois dessa frase de Fidel Castro, não me sinto à vontade de pronunciar um "era".

"De Che nunca se poderá falar no passado."

Além do que considerei uma bela frase de Fidel, outras de Che chamaram-me muito a atenção. Até chorei.

"Se você é capaz de tremer de indignação a cada vez que se comete uma injustiça no mundo, então somos companheiros."
Não vou fingir ser o que não sou. E eu não sou muito comprometida com as questões mundias. Mas sinceramente, me dói ver a subjugação, a miséria. Acho que algo dentro de mim há algo de verdadeiramente humano, mas eu queria mesmo ter ao menos um pouco de Ch
e. Queria ter a coragem e o dom de lutar pelo bem geral.

Aqui vai a outra frase:
"As tantas rosas que os poderosos matem nunca conseguirão deter a primavera."

Sem dúvidas ele foi uma dessas rosas que os poderosos mataram. Mas eu tenho a esperança de que algum dia a primavera renascerá com força total. E quem sabe assim teremos um mundo melhor?

É, com esse lance da promessa que fiz para a Argentina se classificar, tenho aprendido muitas coisas; tenho dado a mim mesma a oportunidade de conhecer mais acerca das mais variadas coisas. Logicamente ainda encontro-me no início dessa aculturação. Mas mesmo assim estou feliz porque estou sendo muito acolhedora com os novos assuntos. Além disso, é bom me ver também tão disposta a explorar os mínimos detalhes e também me aprofundar.

Esse post foi totalmente não planejado. Eu tenho de falar sobre os livros novos, os filmes que vi durante esse tempo que não estive postando e também sobre bullying. Mas isso será em um outro momento. Agora vou fazer uma lista de livros sobre o nazismo, a segunda guerra mundial e outras coisinhas mais. É, vou abrir uma nova categoria de compra: livros de história.