quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
My skin and bones
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Decepções fazem parte
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
O Morro dos Ventos Uivantes
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Enfim, os livros
- Alta fidelidade - Nick Hornby
- Uma longa Queda - Nick Hornby
- Um grande garoto - Nick Hornby
- O advogado do diabo - Morris West
- A dama das amêndoas - Marina Fiorato
- Como água para chocolate - Laura Esquivel
- Noturno - Guillermo Del Toro e Chuk Hogan
- Má companhia - Jack Higgins
- Tópicos especiais em física das calamidades - Marisha Pessl
- Indícios incriminadores - Sheldon Siegel
- Marcada - P.C. Cast e Kristin Cast
- Traída - P.C. Casta e Kristin Cast
- Trilogia força sigma - James Rollins
- Resistência - Agnes Humbert
- O dom - Nikita Lalwani
- A felicidade - Lluis-Anton Baulenas
- Coleção As brumas de Avalon - Marion Zimmer Bradley
É isso, não vejo a hora de poder lê-los todinhos, todinhos!
Mas.. sou mesmo insaciável! HAHAHA
Fui juntanto dois reais aqui, cinco acolá, uma moedinha e nisso, quando fui ver tinha uma boa dinheirama. O que fiz com ela? Adivinhem! Comprei mais livros! Hehehe.
Não tirei foto deles e nem vou tirar porque a preguiça não permite. Mas o nome deles não vai ser problema, né?
- Sorte ou azar - Meg Cabot
- Desculpa se te chamo de amor - Federico Moccia
- O beijo - Danielle Steel
- Os delírios de consumo de Beck Bloom - Sophie Kinsella
- Stonehenge - Bernard Cornwell
- A abadia de Northanger - Jane Austen
Eu andava muito chateada com a Saraiva, porque eles nunca aceitavam meu cartão. Mas devo admitir que dessa vez eles me conquistaram. Os preços estavam incríveis! Desse livros todos, o mais caro custou 20 reais. E eles ainda me deram um desconto de 10% na minha próxima compra. É, não tenho mais do que reclamar.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Quanto tempo..
Se eu algum dia gostei dele, não é nada comparado ao que eu gosto hoje. Mas eu estou insegura agora que ele está na cidade dele e eu na minha. Nós conversamos e tudo o mais, mas me pergunto se ainda existe algum interesse da parte dele. E se existe, que tipo de interesse? Não nego, quero namorar sério, quero estar com ele de verdade.
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
A mensagem atual de velhos heróis
A maioria dos estudiosos e pesquisadores, como os diversos biógrafos do Che, confirma a motivação ética que o movia e a generosidade com a qual quis conquistar para todos os seres humanos um mundo mais igualitário. Um mínimo de honestidade histórica e de lucidez política exige que não julguemos ações da década de 60 como se a conjuntura internacional e latino-americana fossem as mesmas de hoje. Uma encíclica do papa Paulo VI, em 1967, retomava a antiga convicção teológica cristã de que "em casos de tirania prolongada e evidente que ofenda gravemente os direitos fundamentais da pessoa humana e prejudique o bem comum do país, as pessoas têm o direito moral da insurreição revolucionária para derrubá-la" (Populorum Progressio 31). Foi o que, na década de 60, muitos jovens fizeram. Na América Latina, muitas pessoas de profunda vida espiritual, e mesmo pastores evangélicos e padres católicos como Camilo Torres, na Colômbia, se engajaram em grupos que lutavam contra as ditaduras políticas e o modelo econômico assassino de tantos pobres. Ernesto Guevara renunciou ao conforto de sua vida ambientada na classe média argentina e a promissora profissão de médico para se consagrar de corpo e alma à libertação social e política dos povos do mundo. Atualmente, a maioria dos que trabalham para transformar o mundo não aceita mais a luta armada como método justo nem válido para alcançar a libertação. Entretanto, quase ninguém põe em dúvida a grande humanidade do Che e a mensagem moral que ele nos deixa para prosseguirmos o caminho da transformação.
Há poucos anos, no filme "Diários de motocicleta", Walter Salles emocionava as platéias com o relato cinematográfico da viagem que, aos 23 anos, Ernesto Guevara fez de moto, com Alberto Gramado, por grande parte da América do Sul. Naquele tempo, já aparecia clara a sua sensibilidade de justiça e sua opção por estar do lado dos mais fracos e marginalizados. Na época, ele ainda não tinha recebido o apelido carinhoso de "Che". Até hoje, na Argentina e em regiões do Rio Grande do Sul, os homens intercalam no diálogo a expressão "che", como forma de envolver o outro na conversa. "O dia hoje está bonito, che!" ou "Ninguém ganha do meu time, che!". Como em outras regiões se diz "cara", "rapaz" "homem" ou "meu" como conotação de amizade e confidência. No México, quando se engajou na luta contra a ditadura cubana, ao falar com os companheiros, Ernesto Guevara usava muito esta expressão. Por isso, os mexicanos e cubanos o apelidaram "Che". É um nome que lhe cabe muito porque é como se alguém tivesse como apelido "o companheiro".
De fato, Ernesto Guevara se tornou companheiro dos lavradores e indígenas de toda a América Latina. O que o levou a estudar o socialismo e a unir-se a grupos engajados na revolução social e política do continente foi o sonho de uma ordem mais justa com os empobrecidos do mundo. Che trabalhou muito para educar lavradores e índios. Por onde andava, parava nas aldeias e compartilhava noções de saneamento básico e saúde preventiva. Foi através deste trabalho humanitário com os mais pobres que ele acabou conhecendo e se inserindo na guerrilha dos jovens cubanos para derrubar o regime sanguinário que dominava a ilha. Quando os revolucionários tomaram o poder em Cuba, ele se tornou a segunda autoridade do país, logo a seguir de Fidel Castro. Tornou-se comandante da fortaleza de Havana, onde eram julgados e condenados os criminosos de guerra. Muitos testemunhos desmentem as lendas criadas pela imprensa ligada ao governo dos Estados Unidos, dando conta que Che chegou a desagradar a companheiros por nunca permitir vingança e por protelar, enquanto podia, sentenças de morte. Em todos os casos, exigiu novas averiguações e deu mais prazo à defesa dos prisioneiros que os próprios organismos internacionais consideraram criminosos de guerra e não apenas opositores políticos.
Poucos anos depois (1965), Che novamente renuncia ao poder conquistado e decide se juntar a grupos de libertação, primeiro no ex- Congo Belga, na África e depois na Bolívia. Ali no dia 08 de outubro de 1967, ele foi traído e preso por um comando antiguerrilha do exército boliviano e norte-americano. É levado a uma escola do lugar - La Higuera, na província de Valle Grande, estado de Santa Cruz. Ali é assassinado e seu cadáver, depois de exposto ao público, é enterrado em local secreto, só descoberto após trinta anos.
Neste aniversário de 40 anos de martírio (testemunho), homens e mulheres de todo o mundo, representando diversas raças e credos, se reúnem em Valle Grande, o local onde o Che assinou com o seu sangue a convicção de que a solidariedade e a justiça são valores dos quais não podemos abrir mão. Este encontro tem como objetivo compartilhar preocupações, refletir sobre os destinos da humanidade e proclamar as esperanças que, neste começo de milênio podemos ainda nutrir. Ele nos atesta que grande parte dos seres humanos continua a busca por uma sociedade nova. Também nos estimula a assumir a capacidade de ir à raiz das questões- a radicalidade- do Che em um caminho espiritual novo: percurso não-violento e solidário em comunhão com todos os seres vivos. O Che reavivou as brasas da esperança de uma pátria grande latino-americana que um século e meio antes Simon Bolívar tinha lançado. Neste início do século XXI, o processo democrático e não-violento da chamada revolução bolivariana está ainda no início, mas é uma realidade na Venezuela, Bolívia, Equador e em outros lugares da América Latina. É um convite paro o esforço de tornar real o sonho e a esperança da justiça.
Bibliografia:
BARROS, Marcelo. A mensagem atual de velhos heróis. 09/10/07. Disponível em: http://www.adital.com.br/Site/noticia.asp?lang=PT&cod=29947&busca=che%20guevara Acesso em: 28/10/09.
Do desinteresse ao interesse
Por exemplo, eu só estudava história geral, nunca história do Brasil. Até a prova de segunda-feira passada, para a qual eu necessitava estudar. O assunto era Populismo. Mas gostei tanto que fui além e estudei também o golpe e o regime militar. Nesse surto de paixão pela história nacional descobri que Ernesto Che Guevara, de quem eu muito ouvia o nome, era argentino. Digo, é argentino. Afinal, depois dessa frase de Fidel Castro, não me sinto à vontade de pronunciar um "era".
"De Che nunca se poderá falar no passado."
Além do que considerei uma bela frase de Fidel, outras de Che chamaram-me muito a atenção. Até chorei.
"Se você é capaz de tremer de indignação a cada vez que se comete uma injustiça no mundo, então somos companheiros."Não vou fingir ser o que não sou. E eu não sou muito comprometida com as questões mundias. Mas sinceramente, me dói ver a subjugação, a miséria. Acho que algo dentro de mim há algo de verdadeiramente humano, mas eu queria mesmo ter ao menos um pouco de Che. Queria ter a coragem e o dom de lutar pelo bem geral.
Aqui vai a outra frase:
"As tantas rosas que os poderosos matem nunca conseguirão deter a primavera."
Sem dúvidas ele foi uma dessas rosas que os poderosos mataram. Mas eu tenho a esperança de que algum dia a primavera renascerá com força total. E quem sabe assim teremos um mundo melhor?
É, com esse lance da promessa que fiz para a Argentina se classificar, tenho aprendido muitas coisas; tenho dado a mim mesma a oportunidade de conhecer mais acerca das mais variadas coisas. Logicamente ainda encontro-me no início dessa aculturação. Mas mesmo assim estou feliz porque estou sendo muito acolhedora com os novos assuntos. Além disso, é bom me ver também tão disposta a explorar os mínimos detalhes e também me aprofundar.
Esse post foi totalmente não planejado. Eu tenho de falar sobre os livros novos, os filmes que vi durante esse tempo que não estive postando e também sobre bullying. Mas isso será em um outro momento. Agora vou fazer uma lista de livros sobre o nazismo, a segunda guerra mundial e outras coisinhas mais. É, vou abrir uma nova categoria de compra: livros de história.